Autor: Patrick Wood, editor de The August Review30 de janeiro de 2009
[Nota: Para maior clareza, os nomes dos membros da Comissão Trilateral aparecem em negrito.].
Como observado em um artigo anterior, "Pawns of the Global Elite" (Os Peões da Elite Globalista), Barack Obama foi preparado por membros-chave da Comissão Trilateral. Mais notavelmente, Zbigniew Brzezinski, co-fundador da Comissão Trilateral com David Rockefeller em 1973, foi o principal assessor de política externa de Obama durante a campanha eleitoral.
A atenção dada a Obama é semelhante ao acompanhamento de Brzezinski ao candidato Jimmy Carter, antes da eleição dele em 1976 por uma larga margem de votos.
Para qualquer pessoa que duvide da contínua influência da Comissão sobre Obama, considere que ele já indicou pelo menos onze membros da Comissão para cargos de primeiro escalão e cargos-chave em sua administração.
De acordo com as listas oficiais de membros da Comissão, existem somente 87 membros provenientes dos EUA (os outros 337 membros são de outras regiões). Assim, em menos de duas semanas após tomar posse, as indicações de Obama envolvem mais de 12% do número total de membros da Comissão nos EUA.
I
sto é uma mera coincidência, ou é uma continuação do domínio da Comissão sobre o Poder Executivo desde 1976? (Para informações importantes de pano de fundo, leia o artigo "A Comissão Trilateral: Usurpando a Soberania das Nações").
Secretário do Tesouro: Tim Geithner
Embaixadora na ONU: Susan Rice
Assessor de Segurança Nacional: General James L. Jones
Subassessor de Segurança Nacional: Thomas Donilon
Presidente da Comissão de Recuperação Econômica: Paul Volcker
Diretor da Inteligência Nacional: Almirante Dennis C. Blair
Assistente da Secretária de Estado para a Ásia e o Pacífico: Kurt M. Campbell
Subsecretário de Estado: James Steinberg
Enviado Especial do Departamento de Estado: Richard Haass
Enviado Especial do Departamento de Estado: Dennis Ross
Enviado Especial do Departamento de Estado: Richard Holbrooke.
Existem muitos outros vínculos incidentais com a Comissão Trilateral, como por exemplo:
A Secretária de Estado Hillary Clinton é casada com o ex-presidente William Jefferson Clinton, que é membro da Comissão.
O grupo informal de assessores de Geithner inclui E. Gerald Corrigan, Paul Volcker, Alan Greenspan e Peter G. Peterson, entre outros. O primeiro emprego de Geithner após deixar a faculdade foi com Henry Kissinger, na Kissinger Associates.
Brent Scowcroft foi um assessor não-oficial de Obama e foi mentor de Robert Gates, o Secretário da Defesa.Robert Zoellick é o atual presidente do Banco Mundial.
Laurence Summers, Assessor Econômico da Casa Branca, teve como mentor o ex-Secretário do Tesouro, Robert Rubin, durante o governo Clinton.
Existem muitos outros nomes, mas estes são suficientes para você ter uma ideia do que está acontecendo.
Analise os Cargos
Observe que cinco dos indicados da Trilateral envolvem o Departamento de Estado, onde a política externa é criada e implementada. Hillary Clinton certamente está alinhada com essas políticas, pois o marido dela, o ex-presidente Bill Clinton, também é membro da Comissão Trilateral.
O que é mais importante do que a recuperação econômica? Paul Volcker é a resposta.
O que é mais importante que os serviços de Inteligência: O general James Jones, Thomas Donilon e o almirante Dennis Blair ocupam os três postos máximos.
O que é mais importante que o Tesouro e salvar o sistema financeiro? Timothy Geithner diz que tem as respostas.
O Departamento de Estado está virtualmente dominado por membros da Trilateral: Kurt Campbell, James Steinberg, Richard Naass, Dennis Ross e Richard Holbrooke.
Susan Rice é a embaixadora junto à Organização das Nações Unidas. A ONU é o instrumento escolhido para a governança global final. Rice ajudará a subverter os EUA e colocar o país sob o guarda-chuva dos Estados vassalos da ONU.
Conflito de Interesses
Desde 1973, a Comissão se reúne regularmente em sessões plenárias para discutir os trabalhos de ações políticas desenvolvidos por seus membros. As políticas são debatidas de modo a alcançar o consenso. Os membros respectivos retornam aos seus países para implementarem políticas coerentes com esses consensos.
O propósito original declarado da Comissão Trilateral era o de criar uma "Nova Ordem Econômica Internacional". A declaração atual foi reestruturada e diz "patrocinar uma cooperação mais íntima entre essas áreas industrializadas e democráticas centrais do mundo, com responsabilidades de liderança compartilhadas no sistema internacional mais amplo". (Veja o sítio da Comissão Trilateral na Internet).
Os membros da Trilateral nos EUA implementam as políticas determinadas por uma maioria de outros membros, que não são americanos, e que na maioria das vezes trabalham contra os melhores interesses do país.Como? Você pergunta.
Desde a administração Jimmy Carter, membros da Trilateral vêm ocupando os seguintes cargos tremendamente influentes:
Seis de oito dos presidentes do Banco Mundial, incluindo o atual presidente, Robert Zoellick;
Oito de dez Representantes Comerciais dos EUA;
O presidente e/ou vice-presidente de todo governo eleito (exceto Obama/Biden);
Sete de doze Secretários de Estado;
Nove de doze Secretários de Defesa.
Você está começando a compreender a enormidade da influência?
A Etapa Final do Jogo Está Para Acontecer
Para os membros da Trilateral, o jogo está quase acabado. O recente reaparecimento dos membros originais Henry Kissinger, Zbigniew Brzezinski, Brent Scowcroft e Paul Volcker serve para reforçar a conclusão que a Nova Ordem Econômica Internacional está próxima.
A Comissão Trilateral e seus membros planejaram o sistema global econômico, comercial e financeiro que atualmente está em um estado de caos total.
Será que isso significa que eles perderam? Dificilmente.
Como escrevi recentemente no artigo "Chorus call for New Order Order", eles estão usando a crise para destruir o que resta da soberania nacional, para que a N.O.M. possa ser final e permanentemente estabelecida.
Conclusão
A presidência de Obama é uma fraude e não merece confiança. Obama foi eleito prometendo trazer mudança, porém desde o início, mudança não é algo que está em vista. Ele foi cuidadosamente preparado e financiado pela Comissão Trilateral e seus amigos.
Em resumo, Obama é meramente a continuidade das desastrosas políticas que trouxeram ruína econômica sobre os EUA e para o resto do mundo. A experiência Obama pode ser comparada com a de Jimmy Carter, cujo mote de campanha era: "Eu nunca mentirei para vocês".
Quando a base Democrata finalmente perceber que foi ludibriada novamente (Bill Clinton e Al Gore eram membros), talvez isso provoque uma verdadeira revolução que expulse os políticos e agentes da Trilateral para fora do país, junto com suas políticas.
Muitos Republicanos e conservadores ainda estão lambendo suas feridas após finalmente descobrir que George W. Bush e Dick Cheney os ludibriaram da mesma forma durante dos desastrosos oitos anos de implementação das mesmas políticas!
Autor: Patrick M. Wood (The August Review), em http://www.augustreview.comData da publicação: 18/2/2009Transferido para a área pública em 30/1/2010Revisão: http://www.TextoExato.com
domingo, 21 de março de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Investigada, OMS revê regras de pandemia
Ótima notícia
Pressionada e investigada por causa da Influenza A (H1N1), mais conhecida como gripe suína, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu rever as regras para a declaração de futuras pandemias. O anúncio foi feito ontem pela diretora da entidade, Margaret Chan. Hoje, o Parlamento do Conselho da Europa inicia uma investigação para apurar suspeitas de influência indevida de farmacêuticas na entidade. Alguns cientistas da organização teriam constado na folha de pagamento de laboratórios.
A acusação veio após a imprensa dinamarquesa obter oficialmente informações de que membros do grupo criado para sugerir medidas à entidade eram cientistas financiados por empresas do setor. Há oito meses, a OMS decretou que o vírus H1N1 havia saído do controle e que o mundo vivia a primeira pandemia do século 21. Para isso, o critério foi a difusão do vírus em mais de dois continentes. Países passaram a gastar milhões para se preparar e a indústria farmacêutica focou atenção na nova doença. Menos de um ano depois, o número de mortes foi bem menor do que o esperado, enquanto milhões de vacinas ficaram encalhadas.
Parlamentares europeus centrarão esforços no papel do Grupo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage, na sigla em inglês). Isso porque o jornal escandinavo "Information" se utilizou de uma lei de liberdade de informação para obter dados sobre as doações recebidas por institutos médicos. Os dados mostram que um membro da Sage, o finlandês Juhani Eskola, recebeu em seu instituto mais de US$ 9 milhões em financiamento da GlaxoSmithKline, uma das empresas que fabricam a vacina contra a gripe. Eskola nega conflito de interesse.
Outro cientista é o holandês Albert Osterhaus, que também faz parte do comitê de aconselhamento. Os deputados holandeses começaram a investigar sua relação com a indústria e o fato de ter recebido bolsas, financiamento e contribuições da GSK, Sanofi, Novartis e outras empresas. No Reino Unido, o cientista responsável por elaborar sugestões ao Ministério da Saúde, Roy Anderson, também passou a ser avaliado por ser um ex-diretor da GSK. "A campanha da gripe suína parece ter causado um dano considerável aos orçamentos públicos, assim como para a credibilidade de agências mundiais de saúde", diz a resolução aprovada pelo Conselho da Europa que dá início à investigação.
Paulo Buss, representante do Brasil no Conselho Executivo da OMS, que ocorre nesta semana em Genebra, acredita que a entidade tomou a decisão acertada em alertar para o vírus. "Ninguém sabia o que viria. Agora é fácil criticar", disse. Para Chan, foi o trabalho da OMS que evitou que a doença se espalhasse mais. O H1N1 começa a perder força, mas a entidade afirma que é cedo para dizer que a pandemia terminou.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
__._,_.___
Pressionada e investigada por causa da Influenza A (H1N1), mais conhecida como gripe suína, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu rever as regras para a declaração de futuras pandemias. O anúncio foi feito ontem pela diretora da entidade, Margaret Chan. Hoje, o Parlamento do Conselho da Europa inicia uma investigação para apurar suspeitas de influência indevida de farmacêuticas na entidade. Alguns cientistas da organização teriam constado na folha de pagamento de laboratórios.
A acusação veio após a imprensa dinamarquesa obter oficialmente informações de que membros do grupo criado para sugerir medidas à entidade eram cientistas financiados por empresas do setor. Há oito meses, a OMS decretou que o vírus H1N1 havia saído do controle e que o mundo vivia a primeira pandemia do século 21. Para isso, o critério foi a difusão do vírus em mais de dois continentes. Países passaram a gastar milhões para se preparar e a indústria farmacêutica focou atenção na nova doença. Menos de um ano depois, o número de mortes foi bem menor do que o esperado, enquanto milhões de vacinas ficaram encalhadas.
Parlamentares europeus centrarão esforços no papel do Grupo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage, na sigla em inglês). Isso porque o jornal escandinavo "Information" se utilizou de uma lei de liberdade de informação para obter dados sobre as doações recebidas por institutos médicos. Os dados mostram que um membro da Sage, o finlandês Juhani Eskola, recebeu em seu instituto mais de US$ 9 milhões em financiamento da GlaxoSmithKline, uma das empresas que fabricam a vacina contra a gripe. Eskola nega conflito de interesse.
Outro cientista é o holandês Albert Osterhaus, que também faz parte do comitê de aconselhamento. Os deputados holandeses começaram a investigar sua relação com a indústria e o fato de ter recebido bolsas, financiamento e contribuições da GSK, Sanofi, Novartis e outras empresas. No Reino Unido, o cientista responsável por elaborar sugestões ao Ministério da Saúde, Roy Anderson, também passou a ser avaliado por ser um ex-diretor da GSK. "A campanha da gripe suína parece ter causado um dano considerável aos orçamentos públicos, assim como para a credibilidade de agências mundiais de saúde", diz a resolução aprovada pelo Conselho da Europa que dá início à investigação.
Paulo Buss, representante do Brasil no Conselho Executivo da OMS, que ocorre nesta semana em Genebra, acredita que a entidade tomou a decisão acertada em alertar para o vírus. "Ninguém sabia o que viria. Agora é fácil criticar", disse. Para Chan, foi o trabalho da OMS que evitou que a doença se espalhasse mais. O H1N1 começa a perder força, mas a entidade afirma que é cedo para dizer que a pandemia terminou.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
A Supremacia do Grupo
O que é, em verdade, um grupo?
Este é o terceiro conceito que divide o coletivismo do individualismo. O coletivismo está baseado na crença que o grupo é mais importante que o indivíduo. De acordo com essa visão, o grupo é uma entidade e tem seus próprios direitos. Além disso, esses direitos são mais importantes que os direitos individuais. Portanto, é aceitável sacrificar os indivíduos, se necessário para o "bem maior do número maior". Quantas vezes temos ouvido isso? Quem pode fazer objeções à perda da liberdade se ela for justificada como necessária para o bem maior da sociedade? O grupo final, é claro, é o Estado. Portanto, o Estado é mais importante que os cidadãos individuais, e é aceitável sacrificar os indivíduos, se necessário, para o benefício do Estado. Esse conceito está na essência de todos os sistemas totalitários modernos criados com base no modelo coletivista.
Por outro lado, os individualistas dizem, "Espere um minuto. Grupo? O que é um grupo? Isso é apenas uma palavra. Você não pode tocar um grupo. Você não pode ver um grupo. Tudo o que você pode ver e tocar são os indivíduos. A palavra grupo é uma abstração e não existe como uma realidade tangível. É como a abstração chamada floresta. Não existem florestas; o que existem são árvores. Floresta é um conceito de muitas árvores. Da mesma forma, a palavra grupo meramente descreve o conceito abstrato de muitos indivíduos. Somente os indivíduos são reais e, portanto, não existe essa coisa de direitos do grupo. Somente os indivíduos é que têm direitos.
O simples fato de existirem muitos indivíduos em um grupo e somente alguns em outro não dá maior prioridade aos indivíduos no grupo maior — mesmo se você chamá-lo de Estado. Uma maioria de eleitores não tem mais direitos que a minoria. Os direitos não são derivados do poder dos números. Eles não vêm do grupo. Eles são intrínsecos com cada ser humano.
Quando alguém argumenta que os indivíduos precisam ser sacrificados para o bem maior da sociedade, o que está realmente dizendo é que alguns indivíduos devem ser sacrificados para o bem maior de outros indivíduos. A moralidade do coletivismo está baseada nos números. Qualquer coisa pode ser feita desde que o número de pessoas que supostamente se beneficiará seja maior que o número de pessoas que serão sacrificadas. Digo supostamente porque no mundo real, aqueles que decidem quem será sacrificado não contam de forma justa. Os ditadores sempre afirmam que representam o bem maior do maior número, mas, na realidade, eles e suas supostas organizações constituem menos de 1% da população. A teoria é que alguém tem de falar pelas massas e representar seus melhores interesses, porque as pessoas são estúpidas demais para descobrir por si mesmas. Portanto, os líderes coletivistas, sábios e virtuosos como são, tomam as decisões para elas. É possível explicar qualquer atrocidade ou injustiça como uma medida necessária para o bem maior da sociedade. Os totalitários sempre se apresentam como humanitários.
Como os individualistas não aceitam a supremacia do grupo, os coletivistas freqüentemente os retratam como egoístas e insensíveis às necessidades dos outros. Esse tema é comum nas escolas hoje. Se uma criança não está disposta a seguir com o grupo, ela é criticada por ser socialmente indisciplinada e por não ser um bom "jogador de equipe" ou um bom cidadão. Aquelas elegantes pessoas nas fundações isentas de impostos têm muito a ver com isso. Mas o individualismo não está baseado apenas no ego. Está baseado em um princípio. Se você aceitar a premissa que os indivíduos podem ser sacrificados pelo grupo, cometeu um grave erro em duas frentes. Primeiro, os indivíduos são a essência do grupo, o que significa que o grupo está sendo sacrificado de qualquer forma, parte por parte. Segundo, o princípio subjacente é mortal. Hoje, o indivíduo que está sendo sacrificado pode ser desconhecido para você, ou ser até mesmo alguém de quem você não gosta. Amanhã, pode ser você. Leva apenas um momento de reflexão para perceber que o bem maior para o número maior não é alcançado sacrificando-se os indivíduos, mas protegendo-se os indivíduos. A sociedade é melhor servida pelo individualismo, não pelo coletivismo.
Continua...
Este é o terceiro conceito que divide o coletivismo do individualismo. O coletivismo está baseado na crença que o grupo é mais importante que o indivíduo. De acordo com essa visão, o grupo é uma entidade e tem seus próprios direitos. Além disso, esses direitos são mais importantes que os direitos individuais. Portanto, é aceitável sacrificar os indivíduos, se necessário para o "bem maior do número maior". Quantas vezes temos ouvido isso? Quem pode fazer objeções à perda da liberdade se ela for justificada como necessária para o bem maior da sociedade? O grupo final, é claro, é o Estado. Portanto, o Estado é mais importante que os cidadãos individuais, e é aceitável sacrificar os indivíduos, se necessário, para o benefício do Estado. Esse conceito está na essência de todos os sistemas totalitários modernos criados com base no modelo coletivista.
Por outro lado, os individualistas dizem, "Espere um minuto. Grupo? O que é um grupo? Isso é apenas uma palavra. Você não pode tocar um grupo. Você não pode ver um grupo. Tudo o que você pode ver e tocar são os indivíduos. A palavra grupo é uma abstração e não existe como uma realidade tangível. É como a abstração chamada floresta. Não existem florestas; o que existem são árvores. Floresta é um conceito de muitas árvores. Da mesma forma, a palavra grupo meramente descreve o conceito abstrato de muitos indivíduos. Somente os indivíduos são reais e, portanto, não existe essa coisa de direitos do grupo. Somente os indivíduos é que têm direitos.
O simples fato de existirem muitos indivíduos em um grupo e somente alguns em outro não dá maior prioridade aos indivíduos no grupo maior — mesmo se você chamá-lo de Estado. Uma maioria de eleitores não tem mais direitos que a minoria. Os direitos não são derivados do poder dos números. Eles não vêm do grupo. Eles são intrínsecos com cada ser humano.
Quando alguém argumenta que os indivíduos precisam ser sacrificados para o bem maior da sociedade, o que está realmente dizendo é que alguns indivíduos devem ser sacrificados para o bem maior de outros indivíduos. A moralidade do coletivismo está baseada nos números. Qualquer coisa pode ser feita desde que o número de pessoas que supostamente se beneficiará seja maior que o número de pessoas que serão sacrificadas. Digo supostamente porque no mundo real, aqueles que decidem quem será sacrificado não contam de forma justa. Os ditadores sempre afirmam que representam o bem maior do maior número, mas, na realidade, eles e suas supostas organizações constituem menos de 1% da população. A teoria é que alguém tem de falar pelas massas e representar seus melhores interesses, porque as pessoas são estúpidas demais para descobrir por si mesmas. Portanto, os líderes coletivistas, sábios e virtuosos como são, tomam as decisões para elas. É possível explicar qualquer atrocidade ou injustiça como uma medida necessária para o bem maior da sociedade. Os totalitários sempre se apresentam como humanitários.
Como os individualistas não aceitam a supremacia do grupo, os coletivistas freqüentemente os retratam como egoístas e insensíveis às necessidades dos outros. Esse tema é comum nas escolas hoje. Se uma criança não está disposta a seguir com o grupo, ela é criticada por ser socialmente indisciplinada e por não ser um bom "jogador de equipe" ou um bom cidadão. Aquelas elegantes pessoas nas fundações isentas de impostos têm muito a ver com isso. Mas o individualismo não está baseado apenas no ego. Está baseado em um princípio. Se você aceitar a premissa que os indivíduos podem ser sacrificados pelo grupo, cometeu um grave erro em duas frentes. Primeiro, os indivíduos são a essência do grupo, o que significa que o grupo está sendo sacrificado de qualquer forma, parte por parte. Segundo, o princípio subjacente é mortal. Hoje, o indivíduo que está sendo sacrificado pode ser desconhecido para você, ou ser até mesmo alguém de quem você não gosta. Amanhã, pode ser você. Leva apenas um momento de reflexão para perceber que o bem maior para o número maior não é alcançado sacrificando-se os indivíduos, mas protegendo-se os indivíduos. A sociedade é melhor servida pelo individualismo, não pelo coletivismo.
Continua...
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
2. A Origem do Poder do Estado
O segundo conceito que separa o coletivismo do individualismo tem que ver com a origem do poder do estado. Os individualistas acreditam que um governo justo deriva seu poder, não da conquista e subjugação de seus cidadãos, mas do livre consentimento dos governados. Isso significa que o estado não pode ter poderes legítimos a não ser que eles sejam dados a ele por seus cidadãos. Dito de outra forma, os governos somente podem fazer coisas que seus cidadãos também têm o direito de fazer. Se os indivíduos não têm o direito de realizar um determinado ato, então não podem conceder esse direito aos seus representantes eleitos. Eles não podem delegar aquilo que não têm.
Vamos usar um exemplo extremo. Vamos assumir que um navio afundou em uma tempestade e três homens exaustos estão lutando para sobreviver no mar. Subitamente, eles alcançam um bote salva-vidas. O bote foi projetado para manter uma única pessoa flutuando; mas com cuidadosa cooperação entre elas, consegue manter duas pessoas flutuando. Entretanto, se uma terceira pessoa se agarrar ao bote salva-vidas, ele se torna inútil, e todas as três ficarão novamente à mercê do mar. Os homens tentam se alternar: um bóia na água enquanto os outros dois se agarram ao bote salva-vidas; mas após algumas horas, nenhum deles tem mais forças para continuar. A triste verdade gradualmente se torna clara: a não ser que um deles seja separado do grupo, todos os três morrerão afogados. O que devem, então, esses três homens fazer?
A maioria das pessoas hoje diria que dois homens estariam justificados em forçar o terceiro a se afastar. O direito da auto-sobrevivência é de fundamental importância. Tirar a vida de outra pessoa, embora seja um ato terrível, é moralmente justificável se for necessário para salvar a própria vida. Essa certeza é verdadeira para a ação individual, mas e a ação coletiva? Onde dois homens recebem o direito de se unir e atacar o terceiro homem?
O coletivista responde que os dois homens têm um direito maior à vida porque são numericamente superiores ao terceiro homem, que está só. É uma questão de matemática: o maior bem para o maior número de pessoas. Isso torna o grupo mais importante que o indivíduo e justifica que dois homens forcem o terceiro a se afastar do bote salva-vidas. Há certa lógica nesse argumento, mas, se simplificarmos ainda mais o exemplo, veremos que, embora a ação seja correta, ela é justificada pelo raciocínio errado.
Vamos assumir agora que existam somente dois sobreviventes — de modo que eliminamos o conceito de grupo — e vamos também assumir que o bote suporte somente uma pessoa, não duas. Sob essas condições, seria similar a enfrentar um inimigo em uma batalha. Você precisa matar ou morrer. Somente um poderá sobreviver. Estamos lidando agora com o direito de competição pela auto-sobrevivência para cada indivíduo, e não há um grupo mitológico para confundir a questão. Sob essa condição extrema, é claro que cada pessoa teria o direito de fazer qualquer coisa que possa para preservar sua própria vida, mesmo se isso levar à morte de outra pessoa. Alguns podem argumentar que seria melhor sacrificar a própria vida em favor de um estranho, mas poucos argumentariam que não fazer isso seria errado. Assim, quando as condições são simplificadas para sua essência mais crua, vemos que o direito de negar vida aos outros vem do direito do indivíduo de proteger sua própria vida. Ele não precisa do assim-chamado grupo para ordená-lo.
No caso original dos três sobreviventes, a justificativa para negar a vida a um deles não vem do voto da maioria, mas de seus direitos individuais e separados de garantir sua própria sobrevivência. Em outras palavras, qualquer um deles, agindo sozinho, estaria justificado nessa ação. Eles não são capacitados pelo grupo. Quando contratamos a polícia para proteger nossa comunidade, estamos simplesmente pedindo-lhe para fazer aquilo que nós mesmos temos o direito de fazer. Usar a força física para proteger nossas vidas, nossa liberdade e nossa propriedade é uma função legítima do governo, porque esse poder é derivado do povo como indivíduos. Ele não surge a partir do grupo. [3].
Aqui está mais um exemplo — menos extremo, mas muito mais típico do que realmente acontece todos os dias nos corpos legislativos. Se altos funcionários do governo decidem um dia que ninguém deve trabalhar aos domingos, e até assumindo que a comunidade geralmente suporte a decisão deles, onde eles teriam a autoridade de usar o poder de polícia do Estado para impor esse decreto? Os cidadãos individuais não têm o direito de compelir seus vizinhos a não trabalhar, de modo que não podem delegar esse direito aos seus governos. Onde, então, teria o Estado obtido a autoridade? A resposta é que ela viria de si mesmo; seria autogerada. Seria similar ao direito divino das antigas monarquias, em que assumia-se que os governos representavam o poder e a vontade de Deus — conforme interpretado pelos líderes terreais, é claro. Em tempos mais modernos, a maioria dos governos não pretende ter Deus como sua autoridade, eles apenas confiam nas tropas de elite e nos exércitos, e qualquer um que crie objeções é eliminado. Como disse aquele bem-conhecido coletivista, Mao Tse-Tung, "O poder político cresce a partir do cano de um pistola.".
Quando os governos afirmam derivar sua autoridade de qualquer força que não os governados, isso sempre leva à destruição da liberdade. Impedir que as pessoas trabalhassem aos domingos não seria visto como uma grande ameaça à liberdade, mas uma vez que o princípio é estabelecido, ele abre a porta para mais éditos, e mais, e mais, até que a liberdade se acabe. Se aceitarmos que o Estado ou qualquer grupo tenha o direito de fazer coisas que os indivíduos sozinhos não têm o direito de fazer, então, talvez de forma não intencional, estejamos apoiamos o conceito que os direitos não são intrínsecos ao indivíduo e que eles, na verdade, originam-se com o Estado. Uma vez que aceitássemos isso, estaríamos na estrada para a tirania.
Os coletivistas não estão preocupados com essas questiúnculas. Eles acreditam que os governos têm realmente poderes que são maiores do que o dos cidadãos, e a fonte desses poderes, eles dizem, está, não nos indivíduos dentro da sociedade, mas na própria sociedade, o grupo ao qual os indivíduos pertencem.
O segundo conceito que separa o coletivismo do individualismo tem que ver com a origem do poder do estado. Os individualistas acreditam que um governo justo deriva seu poder, não da conquista e subjugação de seus cidadãos, mas do livre consentimento dos governados. Isso significa que o estado não pode ter poderes legítimos a não ser que eles sejam dados a ele por seus cidadãos. Dito de outra forma, os governos somente podem fazer coisas que seus cidadãos também têm o direito de fazer. Se os indivíduos não têm o direito de realizar um determinado ato, então não podem conceder esse direito aos seus representantes eleitos. Eles não podem delegar aquilo que não têm.
Vamos usar um exemplo extremo. Vamos assumir que um navio afundou em uma tempestade e três homens exaustos estão lutando para sobreviver no mar. Subitamente, eles alcançam um bote salva-vidas. O bote foi projetado para manter uma única pessoa flutuando; mas com cuidadosa cooperação entre elas, consegue manter duas pessoas flutuando. Entretanto, se uma terceira pessoa se agarrar ao bote salva-vidas, ele se torna inútil, e todas as três ficarão novamente à mercê do mar. Os homens tentam se alternar: um bóia na água enquanto os outros dois se agarram ao bote salva-vidas; mas após algumas horas, nenhum deles tem mais forças para continuar. A triste verdade gradualmente se torna clara: a não ser que um deles seja separado do grupo, todos os três morrerão afogados. O que devem, então, esses três homens fazer?
A maioria das pessoas hoje diria que dois homens estariam justificados em forçar o terceiro a se afastar. O direito da auto-sobrevivência é de fundamental importância. Tirar a vida de outra pessoa, embora seja um ato terrível, é moralmente justificável se for necessário para salvar a própria vida. Essa certeza é verdadeira para a ação individual, mas e a ação coletiva? Onde dois homens recebem o direito de se unir e atacar o terceiro homem?
O coletivista responde que os dois homens têm um direito maior à vida porque são numericamente superiores ao terceiro homem, que está só. É uma questão de matemática: o maior bem para o maior número de pessoas. Isso torna o grupo mais importante que o indivíduo e justifica que dois homens forcem o terceiro a se afastar do bote salva-vidas. Há certa lógica nesse argumento, mas, se simplificarmos ainda mais o exemplo, veremos que, embora a ação seja correta, ela é justificada pelo raciocínio errado.
Vamos assumir agora que existam somente dois sobreviventes — de modo que eliminamos o conceito de grupo — e vamos também assumir que o bote suporte somente uma pessoa, não duas. Sob essas condições, seria similar a enfrentar um inimigo em uma batalha. Você precisa matar ou morrer. Somente um poderá sobreviver. Estamos lidando agora com o direito de competição pela auto-sobrevivência para cada indivíduo, e não há um grupo mitológico para confundir a questão. Sob essa condição extrema, é claro que cada pessoa teria o direito de fazer qualquer coisa que possa para preservar sua própria vida, mesmo se isso levar à morte de outra pessoa. Alguns podem argumentar que seria melhor sacrificar a própria vida em favor de um estranho, mas poucos argumentariam que não fazer isso seria errado. Assim, quando as condições são simplificadas para sua essência mais crua, vemos que o direito de negar vida aos outros vem do direito do indivíduo de proteger sua própria vida. Ele não precisa do assim-chamado grupo para ordená-lo.
No caso original dos três sobreviventes, a justificativa para negar a vida a um deles não vem do voto da maioria, mas de seus direitos individuais e separados de garantir sua própria sobrevivência. Em outras palavras, qualquer um deles, agindo sozinho, estaria justificado nessa ação. Eles não são capacitados pelo grupo. Quando contratamos a polícia para proteger nossa comunidade, estamos simplesmente pedindo-lhe para fazer aquilo que nós mesmos temos o direito de fazer. Usar a força física para proteger nossas vidas, nossa liberdade e nossa propriedade é uma função legítima do governo, porque esse poder é derivado do povo como indivíduos. Ele não surge a partir do grupo. [3].
Aqui está mais um exemplo — menos extremo, mas muito mais típico do que realmente acontece todos os dias nos corpos legislativos. Se altos funcionários do governo decidem um dia que ninguém deve trabalhar aos domingos, e até assumindo que a comunidade geralmente suporte a decisão deles, onde eles teriam a autoridade de usar o poder de polícia do Estado para impor esse decreto? Os cidadãos individuais não têm o direito de compelir seus vizinhos a não trabalhar, de modo que não podem delegar esse direito aos seus governos. Onde, então, teria o Estado obtido a autoridade? A resposta é que ela viria de si mesmo; seria autogerada. Seria similar ao direito divino das antigas monarquias, em que assumia-se que os governos representavam o poder e a vontade de Deus — conforme interpretado pelos líderes terreais, é claro. Em tempos mais modernos, a maioria dos governos não pretende ter Deus como sua autoridade, eles apenas confiam nas tropas de elite e nos exércitos, e qualquer um que crie objeções é eliminado. Como disse aquele bem-conhecido coletivista, Mao Tse-Tung, "O poder político cresce a partir do cano de um pistola.".
Quando os governos afirmam derivar sua autoridade de qualquer força que não os governados, isso sempre leva à destruição da liberdade. Impedir que as pessoas trabalhassem aos domingos não seria visto como uma grande ameaça à liberdade, mas uma vez que o princípio é estabelecido, ele abre a porta para mais éditos, e mais, e mais, até que a liberdade se acabe. Se aceitarmos que o Estado ou qualquer grupo tenha o direito de fazer coisas que os indivíduos sozinhos não têm o direito de fazer, então, talvez de forma não intencional, estejamos apoiamos o conceito que os direitos não são intrínsecos ao indivíduo e que eles, na verdade, originam-se com o Estado. Uma vez que aceitássemos isso, estaríamos na estrada para a tirania.
Os coletivistas não estão preocupados com essas questiúnculas. Eles acreditam que os governos têm realmente poderes que são maiores do que o dos cidadãos, e a fonte desses poderes, eles dizem, está, não nos indivíduos dentro da sociedade, mas na própria sociedade, o grupo ao qual os indivíduos pertencem.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
O Abismo: Duas Éticas Que Dividem o Mundo Ocidental
Existem muitas palavras comumente usadas hoje em dia para descrever as atitudes políticas. Ouvimos dizer que existem conservadores, liberais, libertários, direitistas, esquerdistas, progressistas, socialistas, comunistas, trotskistas, maoístas, fascistas, nazistas e, como se isso tudo não fosse confuso o bastante, agora temos os neoconservadores, os neonazistas, e os neo-qualquer coisa mais. Quando nos perguntam qual é nossa orientação política, esperam que escolhamos a partir de uma dessas palavras. Se não tivermos uma opinião política ou se estivermos receosos de fazer uma má escolha, então, por segurança, dizemos que somos moderados — acrescentando mais uma palavra à lista. Porém, nem uma pessoa em cada mil pode definir claramente a ideologia que qualquer uma dessas palavras representa. Elas são usadas, primeiro, como rótulos para colocar uma aura de bondade ou de malignidade, dependendo de quem usa as palavras e quais emoções elas acionam em suas mentes.
Por exemplo, qual é a definição realista de conservador? Uma resposta comum seria que um conservador é uma pessoa que quer conservar o status quo e se opõe à mudança. Mas, a maioria das pessoas que chamam a si mesmas de conservadoras não está a favor de manter o atual sistema de tributação elevada, os gastos maiores do que as receitas, a expansão das políticas de bem-estar social, a leniência com relação aos criminosos, a ajuda externa, o crescimento do governo, e qualquer uma das outras marcas características da ordem atual. Esses são os bastiões muito bem guardados daquilo que chamamos de liberalismo. Os liberais de ontem são os conservadores de hoje, e as pessoas que chamam a si mesmas de conservadoras são realmente radicais, por que querem uma mudança radical do status quo. Não é maravilha que a maioria dos debates políticos soe como se tivesse sido originado na torre de Babel. Todos estão falando uma linguagem diferente. As palavras podem soar familiares, mas os oradores e os ouvintes têm cada um suas próprias definições particulares.
Na minha experiência já observei que, uma vez que as definições são comumente compreendidas, a maioria das discórdias chega ao fim. Para a admiração daqueles que pensam que eram oponentes ideológicos amargos, eles freqüentemente descobrem que, na verdade, estão em concordância básica. Assim, para tratar com essa palavra, coletivismo, nossa primeira ordem do dia é lançar fora o lixo. Para compreendermos as agendas políticas que dominam nosso mundo atualmente, não podemos permitir que nosso pensamento seja contaminado pela carga emocional do antigo vocabulário.
Pode surpreender você saber que a maioria dos grandes debates do nosso tempo — pelo menos no mundo ocidental — pode ser dividida em apenas dois pontos de vista. Todo o resto é enchimento. Tipicamente, eles enfocam se uma determinada ação deve ser seguida; mas o conflito real não é sobre os méritos da ação; é sobre os princípios, o código ético que justifica ou proíbe essa ação. É uma competição entre a ética do coletivismo de um lado, e o individualismo do outro. Essas são palavras que têm significado, e descrevem um abismo filosófico que divide todo o mundo ocidental! [2].
A única coisa que é comum tanto aos coletivistas quanto aos individualistas é que a vasta maioria deles é bem intencionada. Eles querem a melhor vida possível para suas famílias, para seus compatriotas, e para a humanidade. Eles querem prosperidade e justiça para todos. Eles discordam na forma de produzir esses ideais.
Estudei a literatura coletivista por mais de quarenta anos e, após certo tempo, percebi que existiam certos temas recorrentes, que considero os seis pilares do coletivismo. Se eles forem virados de cabeça para baixo, são também os seis pilares do individualismo. Em outras palavras, existem seis conceitos principais dos relacionamentos políticos e sociais; e, dentro de cada um deles, os coletivistas e os individualistas têm pontos de vista opostos.
Estudei a literatura coletivista por mais de quarenta anos e, após certo tempo, percebi que existiam certos temas recorrentes, que considero os seis pilares do coletivismo. Se eles forem virados de cabeça para baixo, são também os seis pilares do individualismo. Em outras palavras, existem seis conceitos principais dos relacionamentos políticos e sociais; e, dentro de cada um deles, os coletivistas e os individualistas têm pontos de vista opostos.
1. A Natureza dos Direitos Humanos
O primeiro desses tem que ver com a natureza dos direitos humanos. Os coletivistas e os individualistas concordam que os direitos humanos são importantes, mas diferem sobre o quão importantes e especialmente sobre o que é presumido como sendo a origem desses direitos. Existem somente duas possibilidades nesse debate. Ou os direitos do homem são intrínsecos ao seu ser, ou são extrínsecos, o que significa que ou ele os possui no nascimento ou eles lhe são dados depois. Em outras palavras, eles são hardware, ou software. Os individualistas acreditam que eles são hardware; os coletivistas acreditam que eles são software.
Se os direitos são dados ao indivíduo após o nascimento, então quem tem o poder de fazer isso? Os coletivistas acreditam que essa é uma função do governo. Os individualistas ficam nervosos com essa concepção, porque, se o Estado tem o poder de conceder direitos, também tem o poder de retirá-los, e esse conceito é incompatível com a liberdade individual.
A visão do individualismo foi expressa claramente na Declaração de Independência dos EUA, que diz:
A visão do individualismo foi expressa claramente na Declaração de Independência dos EUA, que diz:
"Consideramos essas verdades auto-evidentes, que todos os homens foram criados iguais, que receberam do Criador certos direitos inalienáveis, que entre esses direitos estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Que para assegurar esses direitos, os governos são instituídos entre os homens..."
Nada poderia ser mais claro do que isso. "Direitos inalienáveis" significa que eles são a posse natural de cada um de nós ao nascer e não são concedidos pelo Estado. O propósito do governo não é conceder direitos, mas garanti-los e protegê-los.
Em contraste, todos os sistemas políticos coletivistas adotam a visão oposta que os direitos são concedidos pelo Estado. Isso inclui os nazistas, fascistas, e comunistas. É também um dogma das Nações Unidas. O artigo Quarto da Convenção da ONU Sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais diz:
"Os Estados participantes da presente Convenção reconhecem que, no gozo desses direitos oferecidos pelo Estado... o Estado poderá sujeitar esses direitos somente às limitações conforme forem determinadas por lei."
Repito: se aceitarmos que o Estado tem o poder de outorgar direitos, então precisamos também concordar que ele tem o poder de retirar esses direitos. Observe o fraseado da Convenção da ONU. Após proclamar que os direitos são oferecidos pelo Estado, ela então diz que esses direitos podem estar sujeitos a limitações "conforme forem determinadas pela lei". Em outras palavras, os coletivistas na ONU se atrevem a nos conceder nossos direitos e, quando estiverem prontos para retirá-los, tudo o têm a fazer é aprovar uma lei autorizando a supressão desses direitos.
Compare isso com a Carta de Direitos na Constituição dos Estados Unidos. Ela diz que o Congresso não passará leis que restrinjam os direitos da liberdade de expressão, de religião, de assembléia pacífica, o direito de portar armas, e assim por diante — sem exceções "conforme determinadas por lei". A Constituição incorpora a ética do individualismo. A ONU incorpora a ética do coletivismo, e que diferença isso faz!
CONTINUA...
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